15 de agosto de 2018

Venda de imóveis em Goiás cresceu 46% no primeiro semestre de 2018

imagem do blog
Compartilhe essa notícia:

Quer receber mais conteúdo como esse?
Inscreva-se no nosso newsletter



    O crescimento da venda de imóveis no estado ficou bem a frente da média nacional do país, que registrou 17% de crescimento

    Apresentando forte recuperação, o mercado imobiliário goiano registrou, no primeiro semestre de 2018, crescimento de 46% no número de vendas de imóveis se comparado com o mesmo período do ano passado. O índice está diretamente relacionado à demanda pela venda de imóveis. Além disso, é bem superior à média nacional que ficou em 17%. Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (15/8), pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).

    A pesquisa foi desenvolvida pela Bureau de Inteligência Corporativa (Brain), a pedido da associação. Ela apresenta o consolidado das informações de Goiânia e Aparecida de Goiânia de janeiro a junho deste ano. Portanto, esses dados ajudam a entender o cenário atual da venda de imóveis na região.

    Para o presidente da Ademi-GO, Roberto Elias, os números apontam uma perspectiva cada vez mais otimista do setor. “Os dados indicam que 2018 deve continuar sendo um excelente ano para vender imóveis, tendo em vista que 2017 já havia apresentado uma boa recuperação em relação a 2016. Além disso, os juros de financiamento imobiliário estão baixos, o que facilita a compra de imóveis”, explica. Inclusive, o cenário traz expectativas positivas para quem considera a venda de imóveis.

    Com a recuperação do mercado, houve um aumento expressivo na quantidade de lançamentos. Só no primeiro semestre deste ano, foram lançados 10 empreendimentos, que correspondem a 1.361 unidades. Tais empreendimentos já totalizam R$ 775 milhões de V.G.V (Valor Global de Vendas). Por outro lado, durante todo o ano de 2017 os lançamentos corresponderam a R$ 975 milhões. Os números fortalecem a confiança no processo da venda de imóveis.

    No entanto, apesar do significativo aumento no número de lançamentos, a pesquisa mostra que o estoque de unidades disponíveis para vendas vem diminuindo. Em junho de 2017, haviam 10.701 unidades disponíveis para venda. Já até junho de 2018, apenas 8.741 unidades estavam disponíveis, o que representa uma queda de 18% no estoque. Essa escassez impacta diretamente a venda de imóveis, pois reduz as opções no mercado.

    Para o vice-presidente da Ademi-GO, Fernando Razuk, essa queda deve apresentar reflexos nos próximos meses. “Com a baixa oferta de imóveis e com as vendas aquecidas em meio a uma alta demanda, acreditamos que os imóveis devem voltar a se valorizar mais fortemente nos próximos meses”, afirma. Ademais, novas oportunidades para a venda de imóveis podem surgir diante dessas mudanças.

    O V.S.O (Vendas Sobre Oferta), indicador que traduz o aquecimento do mercado a partir do cálculo da velocidade de venda dos imóveis, tem se mantido acima dos 6%. Em 2017, esse índice girou em torno de 4%. Os distratos, por sua vez, continuam prejudicando as operações das incorporadoras. Em apenas um semestre, foram 1.111 compromissos de compra e venda distratados. Isso reforça os desafios da venda de imóveis neste setor.

    Ainda assim, as perspectivas para o mercado imobiliário em Goiás são positivas. De acordo com Razuk, o consumidor está recuperando sua confiança na economia. “O imóvel voltou a ser uma excelente alternativa de investimento seguro, já que as aplicações financeiras de baixo risco têm rendido pouco e ativos financeiros de risco estão muito volúveis em função do momento político”, finaliza. Vale dizer, para investidores e compradores, o movimento da venda de imóveis permanece relevante.

    Fonte: www.jornalopcao.com.br