Para combater à proliferação do Aedes aegypti, o Brasil e outros países latino-americanos terão de melhorar o serviço de saneamento básico. Esse foi o alerta emitido, esse mês, pela Organização das Nações Unidas (ONU), a qual indicou que a luta contra o vírus Zika terá de incluir investimentos em infraestrutura, incluindo investimentos privados. De fato, a situação brasileira em matéria de água e esgoto não é nada boa, o que reforça a necessidade de investimentos privados no saneamento.
De acordo com o Ministério das Cidades, no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano base 2014, o Brasil ainda tem mais de 35 milhões de pessoas sem acesso aos serviços de água tratada. Metade da população está sem coleta de esgoto e apenas 40% dos esgotos são tratados. O levantamento revela ainda que o Pará está entre os dez estados que mais precisam avançar nesse aspecto. Portanto, investimentos privados são fundamentais para acelerar este avanço.
A boa notícia é que a iniciativa privada está somando esforços com o poder público. Um exemplo disso são os investimentos feitos por construtoras e incorporadoras em esgotamento sanitário. Essas ações contemplam desde a rede coletora até a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), como é o caso da Buriti Empreendimentos. Além disso, investimentos privados permitem maior abrangência dessas obras.
“Priorizamos contribuir com as cidades onde atuamos. Preocupados com a saúde pública e o meio ambiente, somos pioneiros em saneamento básico no Pará. Atualmente, nossos empreendimentos são entregues com completa infraestrutura, como rede de abastecimento de água, coleta de esgotos, drenagem de águas pluviais, pavimentação e iluminação pública. Até o presente momento, já instalamos saneamento básico para mais de 150 mil habitantes em nossos loteamentos no Estado”, afirma Moisés Carvalho Pereira, diretor da empresa.
MUNICÍPIOS ATENDIDOS
Em Parauapebas, a Buriti aplicou R$ 3,5 milhões na Estação de Tratamento de Água (ETA). A obra vai beneficiar 20 mil moradores dos residenciais Jardim Ipiranga e Jardim Tropical (1ª e 2ª etapas) com o tratamento de 200 mil litros de água.
Ainda no município, a incorporadora investiu R$ 50 milhões em drenagem de águas pluviais e mais R$ 40 milhões na rede de coleta e na implantação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Essa estação está prevista para atender 31 mil habitantes do Residencial Cidade Jardim. Há possibilidade de expansão pelo poder público para até 62 mil habitantes. A estimativa do volume de esgoto tratado é de 3.720 m3/dia.
Já em Marabá foram investidos pela empresa R$ 20 milhões em drenagem e mais R$ 20 milhões na rede coletora e na ETE. Esta estrutura deve assegurar o serviço para 42 mil habitantes do Residencial Cidade Jardim (da 1ª a 6ª etapa). O volume de esgoto a ser tratado é de 5.040 m3/dia.
Nesse sentido, a empreendedora investe também em Canaã dos Carajás. Está em construção no município uma ETE que deve atender 13.706 habitantes do Residencial Jardim Europa com o tratamento de 1.644,72 m³ de esgoto por dia. Ao todo, as obras que incluem a ETE, a rede coletora de esgoto e as estações elevatórias consumirão R$ 10 milhões.
A ETE de Canaã dos Carajás deve ser concluída em julho de 2016. As demais já foram executadas e aguardam a outorga de lançamento de efluentes para serem entregues ao poder público. Outro investimento expressivo feito pela empresa beneficia os moradores de Altamira.
Na cidade, mais precisamente no bairro planejado Residencial Cidade Jardim, que concentra 11.378 terrenos, foram empregados R$ 10 milhões em drenagem de águas pluviais, além de R$ 20 milhões em reservatórios de água potável e redes de esgoto, que irão interligar o bairro à ETE municipal. Vale destacar que os investimentos privados estão presentes nestes projetos.
A IMPORTÂNCIA DAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO
Uma ETE trata os esgotos ditos como sanitários, que advém dos usos normais de uma casa ou empreendimento comercial. Esses esgotos têm na sua composição, dentre outros, matéria orgânica e microrganismos patogênicos. Antes da implantação de um sistema público de esgotos sanitários numa cidade, o destino desses esgotos não é controlado. Eles podem se infiltrar no solo ou correr a céu aberto. As consequências disso podem ser mau cheiro, contaminação do lençol freático e mesmo a proliferação de doenças.
Assim, a população ao receber um sistema de esgotos sanitários completo, incluindo rede coletora e tratamento, se beneficia com a garantia de que seus esgotos estão sendo devidamente afastados do contato das pessoas e corretamente tratados. Isso concorre para a melhoria do seu bem estar e saúde. Com a implantação da ETE numa cidade, esta passa a ocupar posição privilegiada no cenário nacional.
Assim, uma cidade ao receber o benefício da coleta e tratamento de seus esgotos, elimina o risco da clandestinidade de seus lançamentos. Dessa forma, protege pessoas, alimentos e animais domésticos, reduzindo a probabilidade da proliferação de doenças. Algumas delas são de difícil controle e rápida disseminação, como a cólera.
Outro benefício da implantação de um sistema de esgotos sanitários com tratamento é a proteção dos recursos hídricos da região. Eles deixam de receber aleatoriamente em seus cursos d’água esgotos brutos, sem tratamento. Em vez disso, passam a receber, em um ponto específico, o efluente da estação, devidamente tratado e controlado através de análises laboratoriais de rotina.
Há um indicador de referência para o qual, a cada R$1,00 aplicado em obras de saneamento, e neste caso a coleta e tratamento dos esgotos de uma cidade, são economizados R$ 5,00 em serviços hospitalares.
Colaboração: Assessoria de imprensa da Buriti Empreendimentos
Jornalistas: Carol Magalhães e Fabrícia Hamu